sábado, 22 de novembro de 2008

Um pouco da História de Cuiabá


A atual capital Mato-Grossense foi fundada em 1719 pelos bandeirantes Pascoal Moreira Cabral e Miguel Sutil, às margens do Córrego da Prainha, devido à descoberta de ouro nas, mais tarde denominadas, "Lavras do Sutil". Abundante, este ouro atraía povoadores provenientes tanto da Europa como dos estabelecimentos agrícolas do litoral do país. Com isso, um pequeno arraial foi se formando. Mas o ouro não era infinito. Com o esgotamento das jazidas, a partir da segunda metade do século XVIII, começou a decadência da vila. Outros fatores, como as severas normas de fiscalização e o estabelecimento da sede do governo da recém-criada capitania de Mato Grosso em Vila Bela da Santíssima Trindade, também provocaram a evasão em massa da população.








O que salvou Cuiabá de virar uma vila fantasma, foi sua privilegiada posição à margem do Rio Cuiabá que garantia a comunicação com a região do Pantanal, zona de criação de gado bovino. A vila tornou-se também entreposto comercial e centro de abastecimento das regiões de Rosário, Diamantino e Livramento. Em 17 de setembro de 1818, a vila foi elevada a cidade. Em 1825, se tornou capital da província, contando com cerca de 7 mil habitantes. Em meados do século XIX, já estando unidas a parte principal e a portuária da cidade, a população já atingia quase 10 mil habitantes.
No século XX, a ligação rodoviária com São Paulo e Goiás e a aviação comercial, a partir de 1940, trouxeram o desenvolvimento da capital. O grande marco do crescimento, no entanto, têm início na década de 70, quando o governo federal inicia um programa de povoamento do interior do país, oferecendo vantagens aos que para lá se mudassem. Em cinco anos (de 1970 a 1975) a população passou de 83 mil para 127 mil pessoas. Hoje, de acordo com o último censo do IBGE, publicado em 1994, a capital de Mato Grosso tem 403 mil habitantes. Ainda mantém seu crescimento, não no mesmo ritmo de anos anteriores, mas, ainda assim, acelerado.


Em janeiro de 1918, após conturbado período em que a tentativa de empeachment do governador Caetano Manoel de Faria Albuquerque resultou em sangrentos combates no sul e no norte seguidos de intervenção federal, assume o comando de Mato Grosso, eleito fragorosamente, o bispo cuiabano D. Francisco de Aquino Corrêa. Intelectual notável, membro da Academia Brasileira de Letras, D. Aquino, além de pacificar o Estado, procura jogar mais luz sobre suas inteligências criando a Academia Mato Grossense de Letras, o Instituto Histórico de Mato Grosso e o serviço de iluminação elétrica de Cuiabá.
Vários governos, e golpes e choques armados e intervenções federais, se sucederam, até que em 1937 assume o governador Julio Strubing Muller, que permaneceria no cargo por oito anos, até o final da ditadura Vargas. Uma das principais marcas de seu governo foi a preocupação em melhorar o aspecto visual e funcional de Cuiabá, abrindo ruas e estradas, reformando e construindo modernos prédios públicos, como o Colégio Estadual e outros, inclusive um hotel e um cinema, que segundo se conta, faziam falta na cidade. Construiu também a ponte de concreto ligando Cuiabá a Várzea Grande, impulsionou a pecuária e procurou desenvolver a agricultura atraindo colonos dos estados do Nordeste para a região de Poxoréu. O projeto não deu certo ali mais veio frutificar na colônia de Dourados, no sul do Estado, implantada ainda durante o seu mandato.
O sul do Estado, que após a Guerra do Paraguai vinha sendo povoado sobretudo por mineiros e paulistas em função da facilidade de terras para a pecuária, crescia celeremente e começava a desenvolver-se também na agricultura. A estrada de ferro trouxe levas e levas de imigrantes japoneses, portugueses, libaneses, e encurtou para dois ou três dias a comunicação com São Paulo e Rio de Janeiro, que até então levava meses de espera pelo rio Paraguai.


















Completando praticamente três séculos de fundação e localizada no Centro Geodésico da América do Sul, a cidade de Cuiabá consolida-se como importante cidade brasileira. O povoamento da cidade iniciou com a descoberta de ouro às margens do rio Coxipó, por bandeirantes paulistas em busca de minerais preciosos e do índio para o trabalho escravo. A descoberta do metal precioso, às margens do lendário rio Coxipó, ensejou a fundação de Cuiabá em 8 de abril de 1719, com o surgimento do "Arraial de Forquilha", denominação dada ao primeiro povoamento que daria origem à cidade.

Três anos depois – em 1722 – foram descobertas as "Lavras do Sutil", rica jazida encontrada nas proximidades do córrego da Prainha e da "Colina do Rosário", onde foi construída a histórica igreja do Rosário, situada no coração de Cuiabá. Expandia-se, assim, a população, com a descoberta do ouro. A notícia do ouro logo extrapola os limites do lugar e exerce poderosa atração migratória, trazendo consigo a burocracia do governo colonial português, com seu sistema de controle e poder. Nesse contexto Cuiabá é elevada à categoria de vila, com o nome de "Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá".
A queda da produção, aliada à baixa qualidade do ouro de aluvião e impostos elevados, mais a descoberta de novas jazidas na região, causaram um período de decadência na exploração do ouro. As atividades agrícolas substituiram a mineração, passando a ocupar papel de sustentação da economia local.Após esse período de estagnação, quase um século depois de sua fundação, Cuiabá conquistou a condição de cidade, através da Carta Régia de 1818, e declarada capital de Mato Grosso em 1835, 17 anos depois.

Após esse período de estagnação, quase um século depois de sua fundação, Cuiabá conquistou a condição de cidade, através da Carta Régia de 1818, e declarada capital de Mato Grosso em 1835, 17 anos depois.
Na segunda metade do século XIX, com o fim da Guerra do Paraguai e a livre negociação, a cidade ganha força com a realização de obras de infra-estrutura e equipamentos urbanos. Como polo avançado no interior brasileiro, centraliza uma região que passa a ter expressiva produção agroindustrial açucareira e intensa produção extrativa, em especial de poaia e de seringa.Entretanto, outro período de marasmo econômico voltou a ocorrer, penalizando a cidade com mais uma fase de isolamento e paralisação de seu desenvolvimento econômico e crescimento urbano. Situação alterada apenas do final da década de 30 deste século, com a política de integração nacional do Governo Federal.


Av. do CPA


O programa da "Marcha para o Oeste", em curto espaço de tempo deixou suas marcas na cidade, que ganhou nova feição com a edificação de sua primeira avenida, a Avenida Getúlio Vargas e nela prédios destinados à administração pública, agências bancárias, hotéis e de lazer.Na década de 60 Cuiabá continua a trajetória de crescimento, desta feita como o "Portal da Amazônia", principal polo de ocupação da Amazônia meridional brasileira, constituindo hoje, a Grande Cuiabá, maior núcleo urbano do oeste brasileiro, com uma população total de cerca de 800 mil habitantes.
No final de século, completando 281 anos de fundação, Cuiabá prepara-se para passar por um outro grande surto de crescimento, com a implantação de sete mega-projetos: a ligação ferroviária com o Porto de Santos, a conclusão e pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém, a saída rodoviária para o Oceano Pacífico, a hidrovia do Paraguai, a Usina de Manso, a Usina Termoelétrica e o Gasoduto. Concluídos esses projetos, dada sua localização geo-política estratégica no centro do continente, Cuiabá consolidará sua vocação a nível de continente, firmando-se como um dos mais importantes centros intermodais de transportes da América do Sul.



ORIGEM DO NOME: " * IKUIAPÁ.



- IKUIA - flecha-arpão.
- PÁ - lugar ( Lugar da flecha-arpão ).



Designação:
- de uma localidade onde se pesca com flecha-arpão.
- de uma localidade onde antigamente os bororos costumavam pescar com flecha-arpão correspondente à foz do IKUIÉBO, córrego da Prainha, afluente da esquerda. do rio Cuiabá, na cidade homônima.
Julgamos que o nome da capital de Mato Grosso, Cuiabá, justamente edificada nas duas margens do córrego da Prainha, não seja outra coisa que a corrupção e sonorização de Ikuiapá."







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